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Ação da Embraer (EMBJ3) sobe 3,8% após novo pedido de aeronaves da Azorra
Resumo:Acordo eleva o total de pedidos firmes da Azorra para aeronaves E2 de 39 para 54 unidades
As ações da Embraer (EMBJ3) fecharam em alta de 3,82%, nesta sexta-feira (5), após anunciar que a companhia de leasing aeronáutico Azorra realizou um novo pedido firme para 15 aeronaves E195-E2 em um acordo que inclui direitos de compra para mais 15 jatos.
Ao final do pregão, o papel encerrou cotado a R$ 72,33, após atingir – na máxima do pregão – R$ 74,36. No acumulado do ano, porém, as ações somam uma perda de cerca de 18%.
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Azorra faz novo pedido firme de 15 aeronaves E195-E2 da Embraer
Essa é a terceira vez que a companhia amplia seus pedidos, que tiveram início em dezembro de 2021
Conforme comunicado ao mercado, o acordo eleva o total de pedidos firmes da Azorra para aeronaves E2 de 39 para 54 unidades e será registrado na carteira de pedidos no segundo trimestre.
“Essa é a terceira vez que a Azorra aumenta seus pedidos, que tiveram início em dezembro de 2021”, disse a Embraer.
O pedido também eleva o total de pedidos de aeronaves da família E2 para mais de 500.
Segundo analistas do JPMorgan, a encomenda representa 4% da carteira de pedidos divulgada no primeiro trimestre ao considerar o preço de listagem do modelo E2 de US$ 84,1 milhões por aeronave.
De acordo com Marcelo Motta e equipe, a carteira de pedidos comerciais da Embraer deve ficar em cerca de US$ 15,6 bilhões no segundo trimestre de 2026, ante US$ 15 bilhões no primeiro trimestre.
A frota atual da Azorra, sediada nos Estados Unidos, compreende 338 ativos aeronáuticos e um pipeline de compromissos de 49 aeronaves, que incluem pedidos de novas aeronaves Airbus A220-100/300 e Embraer E190/E195-E2. A Azorra tem sede em Fort Lauderdale, Flórida, com um escritório adicional em Dublin, Irlanda.
Mercado aprova
Para o JP Morgan, o acordo reforça o discurso da Embraer de que, até o momento, a guerra entre Estados Unidos e Irã não impactou a expansão de sua carteira de pedidos. Ao mesmo tempo, mostra a persistência da demanda das companhias aéreas por suas aeronaves e a execução das entregas planejadas.
De acordo com os analistas do Itaú BBA, levando em conta que as decisões de novas encomendas por parte das companhias aéreas são de longo prazo, decisões como essa podem aliviar a perspectiva do mercado sobre a suspensão de encomendas.
Para os especialistas do banco, o anúncio mostra que as negociações continuam mesmo em um cenário de petróleo mais alto e em meio às preocupações com os conflitos geopolíticos e preços mais altos do combustível de aviação.
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