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Ouro fecha em queda de 3% e prata perde 6% com tensões no Oriente Médio e payroll
Resumo:As commodities fecharam em queda acentuada com os metais pressionados pelo relatório de emprego acima do esperado nos EUA e pelo impasse nas negociações entre Washington e Irã
O ouro encerrou em queda acentuada nesta sexta-feira, 5, caindo ao nível de US$ 4.300, enquanto a prata voltou a operar abaixo de US$ 70. Os metais preciosos foram pressionados pelo avanço do dólar e dos juros dos Treasuries, em um misto de expectativas de aperto monetário pelo Federal Reserve (Fed) e maior tensão no Oriente Médio.
Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para agosto encerrou em queda de 3,1%, a US$ 4.365,3 por onça-troy, perdendo 5% na semana. A prata para julho recuou 6,6%, a US$ 69,103 por onça-troy, e teve queda de 9% na semana.
Os metais preciosos, que já operavam em queda desde o começo da manhã, aceleraram as perdas nos últimos momentos da sessão, com o ouro batendo o menor valor desde 11 de dezembro de 2025. Neste início de tarde, o Irã voltou a ameaçar expandir o conflito para outras frentes, caso um acordo com os EUA não seja firmado. Os representantes afirmaram, ainda, que as negociações estão travadas e apenas “no primeiro estágio”. O cenário fez o dólar fortalecer, pressionando o ouro e a prata.
Dólar se aproxima de R$ 5,15 após dados de emprego nos EUA muito acima do esperado
Resultado reduz ainda mais as chances de um aumento de juros pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA).
Também pressionando os metais está o relatório de empregos dos EUA, o payroll, que apontou a criação de 172 mil postos de trabalho em maio. O dado veio muito acima da mediana do esperado por especialistas consultados pelo Projeções Broadcast, de 85 mil. Para o TD Securities, os números impulsionam a probabilidade de um aumento nos juros pelo Federal Reserve (Fed) no início de 2027. Segundo o CME Group, no entanto, o relatório aumentou as chances de um aperto monetário já a partir deste ano.
Para a Capital Economics, o Fed deve realizar “altas preventivas” nas taxas até o fim de 2026, caso o mercado de trabalho não sofra nenhum tipo de deterioração, mas que o BC dos EUA deve esperar pelo menos até setembro para por as mudanças em prática.
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