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Estrangeiros trazem R$ 2,56 bi para B3 em julho e saldo fica positivo após 2 meses
Resumo:No ano, o fluxo é positivo em R$ 36,406 bilhões
Os investidores estrangeiros voltaram para a B3 com um saldo de R$ 2,56 bilhões da B3 em julho de 2026, considerando apenas operações no mercado secundário e desconsiderando aportes em IPOs e follow-ons. No ano, o fluxo é positivo em R$ 36,406 bilhões.
Quando considerados os aportes em IPOs e follow-ons, a entrada líquida em junho ficou em R$ 4,311 bilhões. Quando considerados os aportes em IPOs e follow-ons, a entrada no acumulado do ano é de R$ 41 bilhões.
Com a volta do fluxo estrangeiro após dois meses, ainda que de forma tímida em relação a meses anteriores, o Ibovespa encerrou julho com avanço no mês de 3,5%. Em maio, houve saída de capital estrangeiro de quase R$ 15 bilhões, enquanto houve perda de R$ 7,8 bilhões em junho.
Segundo gestores e estrategistas, a principal explicação para o movimento não está necessariamente em uma melhora estrutural da percepção sobre o Brasil, mas em uma mudança relevante no cenário global. Depois de meses de concentração dos investimentos em empresas ligadas à inteligência artificial nos Estados Unidos e na Ásia, parte dos gestores internacionais passou a buscar diversificação em mercados mais descontados e menos expostos a essa temática.
Na avaliação do Itaú BBA, julho foi marcado por uma rotação global de portfólios que favoreceu mercados fora da cadeia de inteligência artificial. Após a forte valorização de empresas de semicondutores, memória e infraestrutura para data centers, investidores começaram a recalibrar suas posições em um contexto de valuations mais elevados e maior concentração das carteiras.
Nesse ambiente, o Brasil voltou a chamar atenção por negociar a múltiplos considerados baratos e por oferecer exposição a setores pouco correlacionados com tecnologia. A entrada de recursos estrangeiros ajudou o mercado brasileiro a absorver eventos potencialmente negativos, como o novo tarifaço dos Estados Unidos e a postura mais dura do Federal Reserve.
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Olhando para frente, com relação ao fluxo estrangeiro, as visões são diversas. Para o Bradesco BBI, após meses marcados por cautela com o cenário fiscal e político brasileiro, há sinais de que a percepção dos investidores sobre os ativos locais começa a melhorar. Segundo a equipe de estratégia do banco, liderada por Ben Laidler, o sentimento dos investidores brasileiros tornou-se menos negativo, o posicionamento dos portfólios está mais equilibrado e os fluxos de saída dos fundos locais parecem ter chegado ao fim. Na avaliação dos estrategistas, isso deixa a Bolsa brasileira mais sensível a notícias positivas e, principalmente, a uma eventual retomada dos investimentos estrangeiros.
Já para o JPMorgan, a volta do fluxo estrangeiro deve ser um movimento passageiro, com dois freios domésticos: juros e eleições.
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