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Comprar ou esperar? Bitcoin entra em região decisiva de preço após forte tombo
Resumo:Bitcoin acumula queda de mais de 27% em 2026 e testa o suporte dos US$ 60 mil. Veja análise técnica, projeções, suportes e resistências da criptomoeda.
O Bitcoin atravessa uma semana de forte pressão e caminha para sua maior sequência de perdas desde agosto do ano passado.
A criptomoeda chegou a operar próxima dos US$ 61 mil, pressionada pelo aumento das tensões no Oriente Médio, pela liquidação de posições compradas e pelas saídas recordes dos ETFs de Bitcoin nos Estados Unidos. A primeira venda de bitcoins realizada pela Strategy desde 2022 também contribuiu para ampliar a cautela dos investidores e enfraquecer a confiança no mercado.
O movimento de baixa ocorre em um momento de claro descolamento entre o Bitcoin e as ações de tecnologia dos Estados Unidos.
Enquanto índices como Nasdaq e S&P 500 seguem próximos de máximas históricas, a principal criptomoeda do mercado negocia nos menores níveis dos últimos quatro meses.
Além disso, quase US$ 4 bilhõesem posições compradas foram liquidados nos últimos dias, enquanto os ETFs de Bitcoin registraram retiradas superiores a US$ 4,4 bilhões, refletindo a deterioração do sentimento dos investidores.
Após renovar sua máxima histórica em US$ 126.199, o Bitcoin passou a desenvolver uma forte tendência de baixa e já acumula perdas superiores a 27% em 2026, sendo mais de 13% apenas em junho.
Dessa forma, o cenário técnico segue fragilizado, com predominância do fluxo vendedor tanto no curto quanto no médio prazo.
Apesar de alguns indicadores já apontarem condições de sobrevenda e possibilidade de repiques técnicos, a região dos US$ 60 mil permanece como o principal suporte técnico e psicológico do mercado, podendo ser decisiva para definir os próximos movimentos da criptomoeda.
Análise técnica Bitcoin (BTC/USD)
No gráfico diário, observo que o Bitcoin acelerou o movimento de baixa após falhar na tentativa de retomada da tendência de alta na região de US$ 82.850. Desde então, o ativo perdeu força, rompeu importantes suportes e voltou a negociar abaixo da faixa dos US$ 70.000.
A criptomoeda segue negociando bem abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, configuração que reforça o viés baixista no curto prazo. Ao mesmo tempo, o IFR (14) marca apenas 18,55 pontos, indicando uma condição extrema de sobrevenda.
Na minha leitura, esse indicador mostra que o mercado já se encontra bastante esticado após a forte queda recente, o que pode favorecer repiques técnicos ou movimentos de alívio. Ainda assim, enquanto não houver recuperação de níveis relevantes, o fluxo predominante continua sendo vendedor.
O principal suporte segue na região dos US$ 60.000. Caso esse nível seja perdido, o Bitcoin pode ampliar o movimento corretivo em direção aos próximos suportes em US$ 52.550, US$ 49.000, US$ 43.880e US$ 41.620.
Por outro lado, para iniciar uma recuperação mais consistente, será necessário superar as resistências em US$ 65.000e US$ 70.466. Acima dessas regiões, o ativo poderá buscar US$ 74.550, US$ 78.200, US$ 82.850e US$ 84.650.
Confira nossas análises:
Análise de médio prazo
No gráfico semanal, a leitura segue cautelosa. Desde a máxima histórica em US$ 126.199, o Bitcoin passou a formar uma sequência de topos e fundos descendentes, caracterizando uma tendência de baixa no médio prazo.
Atualmente, a criptomoeda negocia próxima dos US$ 63.000, mantendo-se pressionada abaixo das médias móveis e sem sinais claros de retomada da força compradora. O IFR (14) marca 34,48 pontos, em região neutra, mas já próximo da sobrevenda, refletindo o enfraquecimento do momentum comprador.
Na minha leitura, a região dos US$ 60.000continua sendo o principal suporte do mercado. A perda dessa faixa pode acelerar o fluxo vendedor e abrir espaço para quedas em direção a US$ 52.550, US$ 49.000, US$ 38.555e US$ 31.804.
Por outro lado, para sinalizar uma recuperação mais consistente, o Bitcoin precisará voltar a negociar acima das médias móveis e superar as resistências em US$ 74.000e US$ 82.850. Acima dessas regiões, os próximos objetivos passam por US$ 97.925, US$ 116.400e novamente a máxima histórica em US$ 126.199.
“Enquanto isso não ocorrer, sigo interpretando o cenário técnico como predominantemente baixista, com o mercado concentrando suas atenções na defesa da importante faixa dos US$ 60 mil.”
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